A prevenção começa antes do diagnóstico. Começa na informação.
Em Angola, a Mpox passou a exigir maior atenção das autoridades sanitárias, num contexto de reforço da vigilância epidemiológica, da prevenção e da capacidade de resposta. A 10 de Setembro de 2026, o Governo angolano informou que o país contabilizava 442 casos confirmados em 11 das 21 províncias, com maior incidência em Cabinda, que concentrava 314 casos. Foram igualmente registados dois óbitos associados à doença.
Mais recentemente, a 24 de Setembro, o Ministério da Saúde reportava 106 casos activos, mantendo reforçadas as acções de vigilância, diagnóstico, acompanhamento e resposta.
Os números merecem atenção, mas a resposta não deve ser o medo.
A Mpox é uma doença infecciosa que pode manifestar-se através de febre, dores de cabeça, dores musculares e articulares, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele ou nas mucosas. Segundo as autoridades sanitárias angolanas, a transmissão ocorre sobretudo por contacto próximo com uma pessoa infectada, incluindo contacto directo com lesões, secreções ou materiais contaminados.
Por isso, conhecer os sinais e saber como agir faz diferença.
Entre as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão o reforço da higiene das mãos, evitar contacto físico próximo com pessoas que apresentem sintomas compatíveis, não partilhar roupas, toalhas ou outros objectos de uso pessoal potencialmente contaminados e procurar uma unidade de saúde perante o aparecimento de sinais suspeitos.
Há, contudo, outro desafio que merece atenção: a desinformação.
Em situações de saúde pública, rumores e interpretações erradas podem aumentar o receio, alimentar o estigma e afastar pessoas dos serviços de saúde. Por isso, comunicar com clareza, recorrer a fontes credíveis e evitar julgamentos também faz parte da prevenção. O próprio Ministério da Saúde tem sublinhado o papel da comunicação responsável na sensibilização das comunidades e na promoção de comportamentos adequados de protecção.
Na Academia BAI, acreditamos que conhecimento também é uma forma de cuidado. Informar é ajudar pessoas a reconhecer riscos, adoptar comportamentos responsáveis e tomar decisões mais conscientes sobre a sua saúde e a da comunidade.
Num momento em que a Mpox exige atenção, a resposta mais útil continua a assentar em três pilares: informação credível, prevenção e responsabilidade.
Porque, quando a informação circula melhor, a protecção também pode chegar mais longe.
Acompanhe as orientações oficiais do Ministério da Saúde e procure assistência médica perante sinais compatíveis com a doença.